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  • Dicas para cultivar vegetais orgânicos



    A horta orgânica pode ser facilmente cultivada, basta apenas algumas noções de jardinagem, pois o cultivo pode ser feito em canteiros ou em recipientes. Através deste cultivo você poderá colocar alimentos mais saudáveis em sua mesa e para a sua família, além disso, vai poder economizar algum dinheiro.

    Basicamente você poderá cultivar hortaliças durante todo o ano, pois já existem variedades para todas as estações. Entretanto a luz do sol ainda é a maior fonte de energia para as plantas, elas precisam para crescer adequadamente em torno de 5 a 6 horas de luz solar. Vegetais folhosos, como espinafre, alface, couve e salsa não precisa de tanta luz solar como os vegetais de raiz como rabanetes, cebolas e nabos. Os que precisam de mais luz solar são os que produzem frutos como a berinjela, tomate, pepino e pimentão.

    Veja a tabela com os diversos estágios de maturação para os diversos tipos de espécies vegetais.

    Lenta

    90

    Verão

    Beterraba, Cenoura, Cebola

    Repolho
    Couve-flor

    Meia-estação

    60

    Outono

    Cenoura, Nabo, Rabanete

    Couve, Couve-flor-de-inverno

    Precoce

    30

    Outono

    Cebolinha, Cebola, Rabanete

    Brocoli (folhas), Alface, Espinafre

    O tipo de solo onde os vegetais serão cultivados é de vital importância, pois devem oferecer tudo que a planta precisa para se desenvolver adequadamente. Você pode adquirir composto em lojas agropecuárias ou até mesmo solo de mata rico em nutrientes. Esse composto pode ser misturado com o solo argiloso peneirado em uma relação meio a meio.

    Se plantar uma mistura de vários tipos de vegetais, o rendimento será melhor e mais saudável. Isto porque as plantas ajudam umas as outros no crescimento. Por exemplo, você pode plantar cenoura, alho e cebola, juntamente com couve. Também pode combinar a alface, repolho e rabanete vermelho. Além disso, essa mistura vai atrair insetos benéficos para o seu cultivo, portanto, você terá menos problemas com pragas de insetos.

    A cobertura morta é composta de materiais como serragem, palha e aparas de madeira, folhas, gravetos, etc. Adicionar a cobertura em torno das plantas vai deixar o solo protegido contra a desidratação, erosão e ervas daninhas. Também vai controlar a temperatura de modo que as plantas sejam capazes de sobreviver até a época de colheita. Além da cobertura morta, também se deve adicionar adubo para as plantas, que deve ser o mais natural possível.

    A compostagem é um adubo produzido com restos orgânicos, para fazer o adubo, basta deixar os materiais em uma pilha ou em uma lata por alguns meses para que ele possa se decompor. Vire-o uma vez por semana e deixe a natureza seguir seu curso. Depois de 30 ou 45 dias você terá o adubo pronto para ser aplicado no solo.

    Para começar o cultivo em canteiros um tamanho de fácil manuseio seria de cerca de 2m de largura por 5m de comprimento e 30 cm de altura. Selecione um local que receba luz solar pelo menos 8 ou 9 horas por dia. Os canteiros podem ser feitos de pedra, tijolos, cimento ou com qualquer tipo de madeira tratada ou não.

    O que define o cultivo orgânico é o fato de que não se podem usar inseticidas comerciais ou fertilizantes. Ao preparar o solo, em vez de incluir os fertilizantes e pesticidas, será usado adubo natural, folhas e talvez um pouco de esterco de bovino, e para combater as pragas deverão ser utilizados controle natural, ou biológico.

    Fruto do KIWI é efetivo contra problemas cardiovasculares



     

    O fruto do kiwi é rico em muitas vitaminas, minerais e flavonóides, contêm uma elevada quantidade de vitamina C (mais que a laranja), assim como o potássio e uma boa quantidade de beta-caroteno.

    Estudos demonstraram benefícios também para o trato respiratório, assim como a falta de ar, foi reduzida a tosse crônica e o corrimento nasal. Este resultado não é só efeito do teor em vitamina C e potássio, mas também das substâncias que são ainda desconhecidos contidas no fruto.

    Essas substâncias são os flavonóides que ajudam a proteger as nossas células dos danos oxidativos e portanto, considerada muito útil para proteger o nosso DNA a partir de mutações e degenerações.

    Uma série de estudos publicados pela revista Archives of Ophthalmology provaram que consumir 3 ou mais porções de frutas por dia (incluindo kiwi) pode reduzir em 36% o risco de desenvolver uma doença ocular chamada Degeneração Macular Relacionada à idade ( DMRI ), a principal causa de deficiência da visão em adultos, se comparados a pessoas que consomem apenas 1,5 porções de frutas por dia.

    Os frutos do kiwi contém uma grande quantidade de vitamina C, E e vitamina A. A vitamina C é um antioxidante solúvel em água que tem sido efetiva na proteção do nosso organismo contra os radicais livres, melhorando drasticamente a saúde dos indivíduos que a consomem, desde problemas cardiovasculares a câncer e obesidade.

    A vitamina E tem um efeito semelhante, mas é solúvel em gordura e, portanto, é complementar à vitamina C, em suas funções. O kiwi contêm estas vitaminas em grande quantidade, que ajudam a proteger nosso corpo contra os radicais livres.

    O alto teor de fibra alimentar ajuda a melhorar a doenças como diabetes, controlando os níveis de açúcar, e câncer do cólon, uma vez que se liga a vários compostos tóxicos no cólon e ajuda a expulsá-los.

    As fibras também reduzem o colesterol, melhora as condições de pacientes com doenças cardiovasculares e reduz a probabilidade de ataques cardíacos.

    Além de ser uma escolha saudável, é também útil nos seguintes casos: Previne a asma, Impede chiado e tosse, especialmente em crianças, Protege o nosso DNA contra mutações, Fornece uma quantidade saudável de antioxidantes e vitaminas e Ajuda a prevenir o câncer da cólon, graças a um alto teor de fibras.

    Horticultura Terapia ajuda a aliviar o estresse e evitar doenças




    A Horticultura Terapia é um programa terapêutico que se baseia na jardinagem, é um instrumento ativo para ser utilizado junto a pessoas em tratamento. Essa terapia se baseia na utilização das plantas e as atividades relacionadas como uma forma de aumentar o bem-estar e consequentemente a qualidade de vida. Através de atividades horticulturais e o contato com o mundo natural, melhorias são proporcionadas aos sentidos do tato, mente e espírito. 

    Plantas e atividades de jardinagem são mentalmente e fisicamente gratificantes, aliviam a mente, o espírito e o corpo. Esta Terapia fornece às pessoas as ferramentas para proporcionar a auto cura, a partir do simples sentimento de prazer quando estamos em contato com a natureza ou o prazer de lidar com uma planta. Atividades ao ar livre servem como uma válvula de escape e alívio para o estresse e o tédio, aguçando a criatividade. 

    Todos os tipos de pessoas podem se beneficiar da Horticultura Terapia. Ela não é indicada somente para as pessoas com necessidades especiais, mas para todas que de alguma forma buscam uma vida mais equilibrada. 

    Pessoas com deficiência mental e física, pessoas que lidam com doenças mentais, 
    idosos, pessoas sedentárias. As crianças agitadas ou perturbadas, as pessoas nas prisões ou em recuperação do abuso de substâncias químicas, pessoas que sofreram derrames e lesões, pessoas em asilos ou entediados e solitários. Pacientes com câncer são beneficiados acelerando o processo de cura.

    O contato com o mundo das plantas estimula todos os sentidos, aliviando o estresse. Vários benefícios são adquiridos tais como, ajuda a exercitar o corpo, aguça a imaginação e ameniza o espírito, promovendo assim uma educação das pessoas de forma a melhorar a qualidade de vida. 

    Está sendo usado, nos Estados Unidos e Europa em uma variedade de instituições incluindo hospitais psiquiátricos, clinicas de reabilitação física, prisões, programas para desenvolvimento mental para deficientes, programas para tóxico dependentes e de formação profissional. Muitos pacientes, com deficiência física e emocional, têm vindo a fazer parte nesta poderosa forma de terapia que envolve trabalho com plantas para estimular a recuperação. 

    No Brasil, talvez este termo, Horticultura Terapia, ainda nunca tenha sido empregado, outros projetos utilizando plantas e o mundo natural como instrumento de recuperação são usados, mas não com a mesma eficiência, talvez por ainda ser desconhecido o potencial de cura desta técnica.

    Jujuba planta cosmética com mil e uma utilidades



    Zizyphus jujuba Miller
    Sinonímias: Zizyphus sativa Gaertner, Zizyphus vulgaris Lam.
    Nome comum: Jujuba.
    Ziziphus jujuba é uma planta nativa da China pertence ao genero Ziziphus (Rhamnaceae) e é muito comum na China e Coréia do Sul (Zhao et al. 2006). É distribuída principalmente nas regiões tropicais e subtropicais da Ásia e América, utilizada na medicina popular para curar vários tipos de doenças. A jujuba chinesa tem uma história de mais ou menos 4000 anos (Yan & Gao, 2002), usada como alimento, aditivo, flavorizante e medicinal (Li et al., 2007). Planta nativa e naturalizada em vários paises da Ásia e África, as sementes são comestíveis e recomendadas para casos de insônia (Tripathi et al., 2001). Cinco cultivares de jujuba são plantados na China:
    Zizyphus jujuba cv. Jinsixiaozao Hort.,
    Zizyphus jujuba cv. Jianzao,
    Zizyphus jujuba cv. Yazao,
    Zizyphus jujuba cv. Junzao
    Zizyphus jujuba cv. Sanbianhong (Li et al., 2007).
    Outras variedades foram citadas nos trabalhos:
    Zizyphus jujuba Mill. cv. Dongzao (Zhu ey al., 2009).
    Zizyphus jujuba Mill. var. inermis Rehd (Kima et al., 2006).
    Zizyphus jujuba var. spinosa (Bunge) Hu.et H.f. Chou (Liu et al., 2007).
    O fruto da jujuba é saboroso e muito utilizada pelo seu valor nutricional. Tem sido comumente usada com fins medicinais como analéptica, paliativa e béquica (Yan & Gao, 2002). A semente seca de Zizyphus jujuba Mill var. spinosa, é conhecida por conter uma grande quantidade de ingredientes ativos de importância farmacológica. Esta semente tem sido utilizada como analgésica, tranqüilizante e anticonvulsionante em paises do oriente como Coréia e China por pelo menos 2500 anos, e também tem sido prescrita para o tratamento da insônia e da ansiedade (Peng & Zhu, 2001). Dentre os seus efeitos aumenta a duração do pentobarbital usado para induzir ao sono (Adzu et al., 2002), inibe a excitação causada por cafeína e prolonga a ação do hexobarbital também usado para induzir ao sono (Chung & Lee, 2002). Outro trabalho indicou que o extrato aquoso teve efeitos ansiolíticos em ratos (Ahn et al., 2004). O extrato das folhas de jujuba junto com folhas de Azadirachta indica Juss (Neem) reforçam e tonificam os cabelos (Parveen et al., 2007). A decocção dos frutos é utilizada para tratar diabetes (Ugurlu & Secmen, 2008). Os frutos são utilizados para melhorar a memória e a cognição em pessoas com idade mais avançada (Adams et al., 2007). Possui atividade de estabilização dos neurônios (Heo et al., 2003). O fruto seco é utilizado como mitigativo, tônico e diurético (Ahn et al., 2004). É usado na medicina popular no tratamento de problemas digestivos e do fígado, fraqueza, obesidade, problemas urinários, diabetes, doenças de pele, febre, diarréia e insônia (Han et al., 2007). Os frutos possuem a propriedade de purificar o sangue e melhorar a digestão. As raízes são utilizadas contra febre e para curar ferida e ulceras. A casca é usada para tratar a diarréia (Tripathi et al., 2001). As diferentes partes da planta possuem múltiplas propriedades como, anti-fertilidade, analgésica e antidiabetes (Erenmemisoglu et al., 1995).

    Um trabalho recente reportou que os flavonóides e alcalóides da semente possuem atividade inibitória sobre o sistema nervoso central (Park et al., 2004). Também foi demonstrado que extratos etanólicos e metanólicos possuem efeito ansiolítico (Han et al., 2007).

    Esta planta é rica em metabólitos secundários como flavonóides, alcalóides e triterpenos (Cheng et al., 2000), flavonóides glicosídeos, alcalóides, ésteres triterpênicos e coumarinas (Souleles and Shammas, 1998). Alcalóides ciclopeptídeos tem sido reportados desta planta (Schmidt et al., 1985). Entre os princípios bioativos, os polissacarídeos se destacam como os mais importantes constituintes dos frutos (Yamada et al., 1985). Foram isolados vários compostos de diferentes espécies do gênero Zizyphus tais como, peptídeos, esteróides, taninos, acido betulínico e glicosídeos saponinas triterpenoidais (Shahat et al., 2001; Tripathi et al., 2001). Os frutos contem espiosina e o jujubosideo que possui a propriedade de inibir a hiperatividade hipocampal (Shou et al., 2002), o jujubosideo é uma saponina que possui forte atividade hemolitica (Sparg et al., 2004).

    Referências.
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    HAN, H. S.; MA, Y.; EUN, J. S.; HONG, J. T.; OH, K. W. 2007. Anxiolytic-like effect of methanol extract of Zizyphi Spinosi Semen in mice. J Appl Pharmacol 15:175–81.
    HEO, H. J.; PARK, Y. J. ; SUH, Y. M.; CHOI, S. J.; et al. 2003. Effects of Oleamide on cholineacetyl transferase and cognitive activities. Biosci Biotechnol Biochem 67(6):1284–91.
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    SPARG, S.G.; LIGHT, M.E.; VAN STADEN, J. 2004. Biological activities and distribution of plant saponins. Journal of Ethnopharmacology 94, 219–243.

    Licopeno previne câncer de próstata



    O licopeno é um pigmento que dá frutas e legumes, como tomate e melancia, sua cor vermelha. O licopeno é um carotenóide, e está presente no soro, fígado, glândulas adrenais, pulmões, próstata, cólon e pele em níveis mais elevados do que outros carotenóides. O licopeno tem propriedades antioxidantes e antiproliferativas em animais e estudos in vitro, embora a atividade em humanos permaneça ainda controversa.

    Numerosos estudos epidemiológicos têm mostrado que o alto consumo de licopeno esta correlacionado com menor incidência de câncer, doenças cardiovasculares e degeneração macular. Contudo, as estimativas de consumo de licopeno têm sido baseadas em relação à ingestão de tomate, e não sobre o uso de suplementos a base de licopeno. Pelo fato do tomate ser fonte de outros nutrientes como a vitamina C, folato e potássio, não esta bem claro que o licopeno em si seja benéfico.

    Com base nas propriedades antioxidantes observados em estudos de laboratório, o licopeno tem demonstrado ser eficiente em terapia preventiva da degeneração macular relacionada à idade. 

    Vários estudos sugerem que comer legumes ricos em licopeno, como tomate ou de produtos à base de tomate, pode reduzir o risco de câncer de mama, cervical, gastrointestinal, colorretal, pulmão e próstata. Possui efeitos protetores contra os raios ultravioleta. Vários estudos sugerem que o licopeno possa reduzir o risco de desenvolver aterosclerose (obstrução das artérias) e pode reduzir o colesterol elevado.

     

    Alimentos ricos em licopeno
    Fonte mg / g peso úmido
    Tomate cru 8,8-42
    Suco de tomate 86-100
    Molho de tomate 63-131
    Ketchup 124
    Melancia 23-72
    Goiaba vermelha 54
    Mamão 20-53
    Damasco <0,1

    Ao contrário de outras frutas e produtos hortícolas, onde o conteúdo nutricional, tais como a vitamina C diminui ao cozinhar, o processamento do tomate aumenta a concentração e biodisponibilidade do licopeno. O licopeno no molho do tomate é quatro vezes mais biodisponível do que em tomates frescos. Por esta razão, o molho de tomate é uma fonte preferível ao contrário de tomates crus.

    Dadas as suas propriedades antioxidantes, as investigações científica e clínicas sugerem uma possível correlação entre o consumo de licopeno e saúde em geral. As primeiras pesquisas sugeriram melhora de doenças cardiovasculares , câncer, diabetes, osteoporose e até mesmo infertilidade do sexo masculino.

    Marketing Para Instituições Beneficentes: Talvez Assim O Brasileiro Passe A Gastar Mais Com Ongs Do Que Com “Reality Shows” ?



    Todo mundo sabe que as instituições beneficentes necessitam de um aporte de recursos muito maior do que recebe do poder público para poder atender com dignidade seus assistidos. A auto-suficiência dessas instituições é algo ainda raro no Brasil, até ongs ambientais conseguem maiores recursos que ongs que trabalham com crianças ou idosos, por exemplo. O que falta para essas instituições é um pouco de astúcia empresarial, onde passam a oferecer produtos e serviços que atraiam ou sejam úteis para as pessoas. Em vez de insistir em ligações por telefone solicitando doações em dinheiro, que é muito chato tanto para quem recebe como para quem faz esse tipo de ligação, alguns casos, chega a falta de educação da pessoa que liga. Infelizmente no Brasil as pessoas preferem gastar em ligações de telefone com programas de TV, como “reality show”, do que reverter este recurso para uma instituição beneficente.

    Tanto que os recursos que se consegue com programas obsoletos e sem conteúdo na TV é muito maior do que aqueles que se consegue em programas beneficentes. As instituições beneficentes, geralmente não possuem uma pessoa especializada em captação de recursos ou em marketing, esse poderia ser uma fonte de renda a mais para poder realizar o sonho de auto-sustentabilidade de uma instituição. Talvez um dos entraves para que este projeto decole em uma instituição seja a legislação, estas instituições foram nomeadas como OSCIP – ORGANIZAÇÃO DA SOCIEDADE CIVIL DE INTERESSE PÚBLICO e por lei não é permitida a essas entidades geração de lucros. Mas é obvio que essas entidades não vão gerar lucros, pois tudo que for arrecadado ou vendido será revertido em benefícios para a comunidade atendida. Mesmo assim existem uma gama de produtos que podem ser comercializados para arrecadar recursos para essas ongs, tais como produtos de artesanato, confeccionados pela própria comunidade atendida, camisetas, livros, etc. Agora é primordial que se tenha um planejamento para que essa idéia não fique somente no papel, a procura por profissionais especializados é a melhor saída, eles podem fazer este trabalho como voluntários para as instituições. A internet é o melhor local para a comercialização dos produtos, já existem instituições utilizando esse espaço onde além de mostrar suas atividades, possuem também uma “loja virtual” para vender seus produtos. Assim além do apelo à generosidade das pessoas, também é possível unir o útil ao agradável.

    Fitoterapia indiana (Medicina ayurvedica)



    Ayurveda ("ciência da vida") é um sistema nativo da medicina tradicional da Índia, é praticado em outras partes do mundo como uma forma de medicina alternativa. Em sânscrito, a palavra Ayurveda consiste nas palavras Ayus, que significa «vida», e veda, significando "relacionadas com o conhecimento" ou "ciência". Evoluindo ao longo de sua história, continua a ser um sistema influente da medicina no sul da Ásia. A literatura mais recente de Ayurveda surgiu durante o período védico da Índia. O Sushruta Samhita e o Samhita Charaka são obras que foram influentes na medicina tradicional durante esta época. Os praticantes da Ayurveda também identificaram uma série de medicamentos e procedimentos cirúrgicos para a cura de várias enfermidades e doenças.

    No sistema Ayurveda, a prevenção de todos os tipos de doença tem um lugar de destaque no tratamento, incluindo a reestruturação do estilo de vida do paciente para se alinhar com o curso da natureza e as quatro estações do ano para garantir o bem-estar completo.

    Ayurveda é considerada uma forma de medicina complementar e alternativa no mundo ocidental, onde vários de seus métodos, como o uso de ervas, massagem e Yoga como exercício ou medicina alternativa, são aplicados como uma forma de tratamento. No entanto, tais abordagens terapêuticas alternativas não são exclusivas da Ayurveda, eles também estão disponíveis nos sistemas da medicina Unani, medicina grega e da medicina islâmica.

    Ayurveda é baseada em uma metafísica dos cinco grandes elementos (terra, água, fogo, ar e éter ou espaço), todos os que compõem o Universo, incluindo o corpo humano. Chyle (chamada Rasa dhatu), sangue (chamado Rakta dhatu), carne (chamado Mamsa dhatu), gordura (chamado Medha dhatu), osso (chamado Asthi dhatu), medula (chamado Majja dhatu), e sêmen (chamado Shukra dhatu) ou tecido feminino reprodutivo (chamado dhatu Artava) são consideradas os sete elementos constitutivos primários do corpo. A Ayurveda salienta um a utilização de três substâncias: vata (vento/espírito/ar), pitta (bílis) e kapha (fleuma), cada uma representando forças divinas. De acordo com a Ayurveda, estes três princípios de regulação são importantes. As crenças tradicionais afirmam que os seres humanos possuem uma única constelação de S. Dosha. Na Ayurveda, acredita-se que a construção de um sistema de saúde metabólico, com uma boa digestão e excreção adequada levam a vitalidade. Ayurveda também incide sobre o exercício, ioga, meditação e massagem. Assim, o corpo, mente e espírito são tratadas individualmente e em uníssono para a melhoria da saúde.

    A prática de Panchakarma elimina os elementos tóxicos do corpo. As oito disciplinas de tratamento Ayurveda, chamado Ashtanga, são as seguintes:

    * Cirurgia (Shalya-chikitsa)

    * Tratamento das doenças acima da clavícula (Salakyam)

    * Medicina Interna (Kaaya-chikitsa)

    * Possessão demoníaca (Bhuta Vidya): Ayurveda acredita em intervenção demoníaca e como uma forma de medicina tradicional identifica uma série de maneiras de combater o suposto efeito dessas interferências.

    * Pediatria (Kaumarabhrtyam)

    * Toxicologia (Agadatantram)

    * Prevenção e imunidade de construção (rasayanam)

    * Afrodisíacos (Vajikaranam)

    2.4.1. Lista dos principais ingredientes utilizados na medicina ayurvedica
    Acacia concinna
    Acacia nilotica
    Acorus calamus
    Adhatoda vasica
    Aegle marmelos
    Allium sativum
    Aloe vera
    Andrographis paniculata
    Anethum sowa
    Asparagus racemosus
    Azadirachta indica
    Bacopa monnieri
    Balsamodendron mukul
    Benincasa hispada
    Betula utilis
    Boerhaavia diffusa
    Capsicum annuum
    Cassia fistula
    Cedrus deodara
    Cinnamomum camphora
    Citrus grandis
    Citrus limon
    Citrus medica
    Cucumis sativus
    Cuminum cyminum
    Daucus carota
    Eclipta alba
    Embelia ribes
    Eucalyptus globulus
    Ficus bengalensis
    Foeniculum vulgare
    Gaultheria fragrantissima
    Hippophae rhamnoides
    Jasminum officinale
    Juglans regia
    Lilium polyphyllum
    Mimosa pudica
    Mangifera indica
    Melaleuca leucadendra
    Mel despumatum
    Mentha arvensis
    Mentha piperita
    Nardostachys jatamansi
    Pinus roxburghii
    Piper longum
    Prunus amygdalus
    Punica granatum
    Pyrus malus
    Rosmarinus officinalis
    Salmalia malabarica
    Santalum album
    Sapindus mukorossi
    Sesamum indicum
    Sesbania sesban
    Shorea robusta
    Solanum lycopersicum
    Trigonella foenum-graecum
    Triticum aestivum
    Vetiveria zizanioides
    Vitex negundo
    Vitis vinifera
    Wrightia tinctoria
    Xanthoxylum alatum
    Zinziber officinale