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  • Pesquisadores testam extrato do fruto de romã na quimioprevenção e quimioterapia contra o câncer




    O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum causador de mortes entre homens nos Estados Unidos. Uma das formas de prevenção é através do uso de produtos presentes na dieta dos humanos. O fruto da romã (Nome científico: Punica granatum L., Família: Punicaceae) é conhecido pelo seu potente efeito antioxidante e antiinflamatório. Pesquisadores do Departamento de Dermatologia da University of Wisconsin, Madison (Estados Unidos) detectaram os efeitos anti-tumorais do extrato do fruto na pele de ratos. Neste estudo com células do câncer de próstata, eles avaliaram as propriedades antiproliferativas do extrato aquoso do fruto da romã, a administração via oral do extrato nas concentrações de 0,1 e 0,2% resultou em uma significativa inibição no crescimento do tumor assim como um significativo decréscimo nos níveis de antígenos específicos da próstata. Os pesquisadores sugeriram que o suco do fruto da romã pode ser usado como quimioprotetivo contra o câncer assim como possui efeito quimioterapeutico contra o câncer da próstata em humanos.

    Artigo original:
    ARSHI MALIK, FARRUKH AFAQ, SAMI SARFARAZ, VAQAR M. ADHAMI, DEEBA N. SYED, AND HASAN MUKHTAR. Pomegranate fruit juice for chemoprevention and chemotherapy of prostate cancer. PNAS October 11, 2005 vol. 102 no. 41:14813–14818.
    Artigo na íntegra: www.pnas.org/cgi/doi/10.1073/pnas.0505870102LAUNERT. E. Edible and Medicinal

    O uso da maçã na prevenção de doenças



    A maçã (Pyrus malus L.), Família: Rosaceae, é um dos frutos mais consumidos em todo o mundo tanto pelo seu sabor quanto pela sua durabilidade e versatilidade, sendo utilizado nos mais variados pratos e cardápios. O fruto é adstringente e laxante (Grieve, 1984; Launert, 1981). A casca e especialmente, a casca da raiz, é antihelmíntica, refrigerante e soporífica (Duke, 1985; Chopra, 1986). A infusão pode ser utilizada no tratamento de febres intermitentes e biliosas (Grieve, 1984; Chopra, 1986). As folhas contêm até 2,4% de uma substância antibacteriana chamada floretina (Chopra, 1986). Esta substância inibe o crescimento de um grande número de bactérias gram-positivas e gram-negativas em uma concentração de 30 ppm (Chopra, 1986). Uma maçã madura crua é um dos alimentos mais úteis para ajudar no processo de digestão (Grieve, 1984). O sumo de maçã reduz a acidez do estômago, tornando-o alcalino e, assim, corrige a fermentação ácida (Grieve, 1984). A maçã é também um excelente dentifrício, a ação mecânica de comer um fruto ajuda na limpeza dos dentes e gengivas (Grieve, 1984). A casca da raiz contem maior concentração de principios ativos, que pode ser preparado na forma de chá. As folhas contem um cristal encapsulado, isomerico com a floridzina, chamada isofloridzina, as sementes contem amigdalina. Também é utilizado como tônico cerebral (Gorsi & Shahzad, 2002).

    Referências:
    CHOPRA. R. N., NAYAR. S. L. AND CHOPRA. I. C. Glossary of Indian Medicinal Plants (Including the Supplement). Council of Scientific and Industrial Research, New Delhi. 1986.
    DUKE, J.A. Handbook of Medicinal Herbs. Florida: CRC Press, 1985.
    GORSI, M. S.; SHAHZAD, R. 2002. Medicinal uses of plants with particular reference to the people of Dhirkot, Azad Jammu and Kashmir. Asian Journal os Plant Sciences, 1: 222-223.
    GRIEVE, A. Modern Herbal. Penguin, 1984. ISBN 0-14-046-440-9.
    LAUNERT. E. Edible and Medicinal Plants. Hamlyn, 1981. ISBN 0-600-37216-2.3150.

    Os benefícios à saúde do rabanete



    Os vegetais crucíferos têm recebido atenção cada vez maior ao longo dos últimos anos, em parte por causa do combate ao câncer e a inúmeros benefícios para a saúde ligados a esses vegetais. Eles normalmente são consumidos crus, cozidos ou em conserva, embora possam ser cozidos e utilizados em frituras ou adicionado a sopa. O rabanete, Raphanus sativus, pertence à família Brassicaceae, pode ter cor branca, vermelha, roxa ou preta, cilíndrica longa ou de forma redonda. O óleo obtido das sementes de rabanete também é utilizado. As outras partes do rabanete, que são consumidas são as folhas, as flores, as vagens e as sementes. O rabanete contêm cerca de 95 por cento de água em proporção ao seu peso, tornando-o uma excelente fonte de hidratação. Esse teor de água também pode reduzir o apetite, fazendo a pessoa se sentir saciada, um benefício para quem está tentando perder peso. Eles também podem ajudar a aliviar as infecções do trato urinário e ardor ao urinar, fornecendo fluidos essenciais para ajudar a lavar o sistema urinário, podem ajudar a melhorar as condições de bexiga e rim. Ao preparar alimentos com rabanetes, lembre-se que a elevada percentagem de água impede o seu congelamento adequado. O congelamento muitas vezes causa danos através da formação de cristais de gelo, o que resulta em um rabanete incolor após o descongelamento. Com baixo teor de gordura e colesterol, o rabanete fornece uma quantidade generosa de fibras dietéticas. Uma porção (1/2 xícara ou uma inteira) fornece 1-2 g de fibra dietética, que é de 5 a 8 por cento da dose diária recomendada. As fibras alimentares ajudam a reduzir a fome, regula o intestino e pode até mesmo melhorar os níveis de colesterol. Um vegetal com propriedades antibacterianas e antifúngicas, o rabanete é uma boa fonte de vitaminas A, B-6, C, K, riboflavina e ácido fólico. Devido ao seu elevado teor em vitaminas, é considerado um suplemento dietético útil para as pessoas com resfriados, gripes, câncer, doenças de pele, asma e outras doenças respiratórias. Eles também ajudam no fortalecimento capilar, controla os níveis de homocisteína e reduz a incidência de contusões. O rabanete contém níveis significativos de cálcio, ferro, fósforo, cobre, magnésio e potássio. Estes minerais podem fazer muitas coisas pelo organismo, fortalece os ossos, protege o coração, regula a pressão arterial, melhora o sistema digestivo e imunológico, melhora a função renal e funciona como um tônico energético. As folhas de rabanete são uma excelente fonte de vitamina C e de cálcio. Em um estudo para determinar o índice glicêmico de vários vegetais, concluiu-se que o rabanete tem um baixo IG. Estudos preliminares têm mostrado que a raiz do rabanete é eficaz em abaixar os níveis de colesterol. Mais estudos são necessários para comprovar estes resultados. Em um estudo de extratos de foi comprovada a sua eficiência como antioxidante. O rabanete contêm uma variedade de produtos químicos à base de enxofre, que aumentam o fluxo da bílis, ajudando assim a manter uma vesícula biliar e fígado saudável e melhorar a digestão. Extrato de folhas é benéfico para as atividades gastrointestinais e é conhecido por suas propriedades laxativas.

    O rabanete pertence ao grupo de hortaliças brássicas, que incluem repolho, couve de bruxelas, couve-flor e brócolis. Numerosos estudos sugerem que os vegetais da família das brassicas atuam como proteção contra os canceres do pulmão e do trato digestivo. Os vegetais crucíferos são fonte de glucosinolatos, compostos orgânicos que dão às brássicas seu sabor. O potencial preventivo do rabanete é em parte devido ao seu teor de glucosinolatos, e um estudo na Itália mostrou o rabanete da variedade Daikon japonês apresentou atividade anti-câncer em cólon humano. O rabanete é muito bom para o fígado, vesícula biliar e o estômago, e funciona como desintoxicante, ou seja, ele purifica o sangue. É útil na icterícia, uma vez que ajuda a regula a produção e o fluxo de bile e bilirrubina, ácidos, enzimas e remove o excesso de bilirrubina no sangue. Também controla a destruição de células vermelhas do sangue durante a icterícia por aumento da oferta de oxigênio no sangue fresco. As folhas de nabo também são muito úteis no tratamento de icterícia. Além disso, contém enzimas como mirosinase, diastase, amilase e esterase, que protege o fígado e a vesícula biliar de infecções e úlceras. É muito rico em carboidratos não digeríveis, isto facilita a digestão, retém água, ajuda a controlar a constipação (uma das principais causas de hemorróidas). Seu suco também alivia o sistema digestivo e excretor e isso também alivia hemorróidas. É diurético, ou seja, aumentar a produção de urina, o suco de rabanete também cura a inflamação e sensação de ardor durante a micção. Também limpa os rins e inibe as infecções nos rins e sistema urinário. Assim, ajuda muito na cura de distúrbios urinários. Vitamina C, fósforo, zinco e alguns membros da vitamina do complexo B, que estão presentes no rabanete, são bons para a pele. A água ajuda a manter a umidade da pele, o rabanete cru é um produto de limpeza muito boa e serve como uma máscara de beleza muito eficaz. Devido às suas propriedades desinfetantes, rabanete também ajuda a curar doenças de pele, como o ressecamento, erupções cutâneas, rachaduras, etc. Possui propriedades anti pruriginosa e pode ser usado como um tratamento eficaz para picadas de inseto, picadas de abelhas, marimbondos, vespas, etc. O suco também reduz a dor e o inchaço e acalma a área afetada. Ele diminui a temperatura do corpo e alivia a inflamação devido a febre. Suco de rabanete é um bom desinfetante, mas também combate infecções que causam a febre, contribuindo assim para curá-la. O rabanete é um anti congestivo, ou seja, que alivia o congestionamento do sistema respiratório, incluindo o nariz, a garganta e os pulmões, devido ao frio, infecções, alergias e outras causas. É um bom desinfetante e também rico em vitaminas, que protegem o sistema respiratório contra infecções que causam a bronquite e asma. Além dos benefícios citados acima, o rabanete é um bom aperitivo, refresca a boca e ajudar na respiração, é laxante, regula o metabolismo, melhora a circulação sanguínea, é um bom tratamento para dor de cabeça, acidez, constipação, náusea, obesidade, dores de garganta, tosse convulsa, gástrica problemas, as pedras da vesícula biliar, dispepsia, etc.

    Os poderes medicinais do mariri e da chacrona, muito além do xamanismo



    Resumo: A ayahuasca é uma bebida preparada através da fervura de caules de mariri (B. caapi) com outras plantas, particularmente a chacrona (P. viridis), as folhas contem alcalóides responsáveis pelo efeito psicoativo. A atividade farmacológica depende da interação sinergística entre os alcalóides dessas duas espécies de plantas. O alcalóide psicoativo da planta chacrona, chamado tecnicamente de DMT possui efeito alucinogênico, que quando é ingerido isoladamente, não expressa seu efeito por ser absorvido pela enzima monoamino oxidase (MAO), que metaboliza a DMT e a digere muito antes que possa chegar ao cérebro, transformando a DMT em metabólitos inativos. Porém quando ingerido em conjunto com a planta mariri que possui o composto β-carbolina que é um inibidor da MAO, o seu metabolismo é mais tardio, permitindo que o mesmo chegue ao cérebro. A bebida produz estimulação cardiovascular, aumentos na freqüência cardíaca e pressão arterial, sensações de estimulação visual ou auditiva, introspecção psicológica e forte sentimentos emocionais. A bebida tem gosto amargo e pode provocar vômitos. Alguns pesquisadores têm sugerido a utilização em aplicações terapêuticas como um complemento ao tratamento para vícios da cocaína, alcoolismo e depressão.

    Etnobotânica.
    Banisteriopsis caapi (Spruce ex. Griseb.) C.V. Morton.
    Outras espécies: Banisteriopsis muricata, Banisteriopsis inebrians, Banisteriopsis rusbyana (Diplopterys cabrerana).
    Família: Malpighiaceae.
    Nomes comuns: mariri, ayawaska, ayawaska negra, ayawaska amarilla, purgawaska. Usos etnofarmacológicos: Depurativa, emética, laxativa, dores de estomago, anti-reumática, tônica e usada contra lumbago.

     

    Psychotria viridis Ruiz. et Pav.
    Outras espécies: Psychotria psychotriaefolia (Seem.) Standl., Psychotria carthagenensis Jacq., Psychotria alba Ruiz et Pav., Psychotria ernestii K. Krause.
    Família: Rubiaceae.
    Nomes comuns: chacrona, chakruna, chakruna negra.
    Usos etnofarmacológicos: Depurativa, dores de estomago, anti-reumática, tônica e usada contra lumbago.

     


    O que é Ayahuasca.
    Ayahuasca é uma infusão de plantas psicotrópicas utilizadas em rituais de xamanismo como uma bebida preparada a partir de caules de B. caapi, uma trepadeira encontrada na zona ocidental da bacia amazônica, juntamente com as folhas de P. viridis planta da família do café. Ayahuasca contem princípios psicoativos usada por mais de 70 grupos indígenas espalhados pelo Brasil, Colômbia, Peru, Venezuela, Bolívia e Equador (Goulart, 2005). Outros grupos como o Santo Daime, Barquinha e União do Vegetal (UDV) usam a ayahuasca como instrumento para elevação do espírito, esses grupos possuem influencia do Catolicismo (Santos et al., 2007).

    Os compostos psicoativos.
    P. viridis contém DMT (N, N-dimetil – triptamina), um potente alucinógeno que é ativo quando tomado parenteralmente, mas não por via oral (Shulgin, 1976). Isto porque o trato gastrintestinal também contém a enzima monoamino oxidase (MAO), que metaboliza a DMT digerida muito antes que ela possa chegar ao cérebro, transformado em metabólitos inativos (Riba et al., 2003). No entanto, quando DMT é ingerida em conjunto com um inibidor da MAO - como é o caso do composto β-carbolina - o seu metabolismo é mais tardio, permitindo que o mesmo chegue ao cérebro (Ott, 1999). No entanto, DMT não é ativa em doses até 1000 mg (Shulgin, 1997). Após administração parenteral de mais de 25 mg, DMT mostra efeitos psicoativos (Shulgin, 1997). A sinergia entre os compostos psicoactivos em B. caapi e em P. viridis é uma notável interação farmacocinética. Inibidores da MAO são uma classe farmacológica de compostos com propriedades antidepressivas, impedindo a desagregação dos neurotransmissores da monoamino no cérebro (Julien, 1998). A DMT é comumente encontrada em tecidos de mamíferos, outros pesquisadores propõem que os níveis de DMT aumentem no cérebro de mamíferos durante o estresse, a permanência da DMT pode atuar como um ansiolítico endógeno (Jacob & Presti, 2005).

    Os caules e cascas de B. caapi contém β-carbolinas tais como harmine e harmaline (Callaway, 2005) e 1,2,3,4-tetrahydroharmine. Estes compostos β-carbolinas possuem propriedades sedativas e alucinogênicas e pode também agir como inibidores da monoamina oxidase (IMAO). Porque a MAO decompõe DMT, sua inibição permite que a DMT seja absorvida e fique biodisponível oralmente. A β-carbolina frequentemente causam náuseas e vômitos (Haroz & Greenberg, 2006). As β-carbolinas não são psicoactivas, mas são inibidores da enzima MAO (Riba, 2003). A combinação das plantas conduz a efeitos psicoativos porque a distribuição da substancia DMT não é inibida (Riba et al., 2003).

    Os efeitos.
    Os efeitos geralmente começam após 30-40min da ingestão, o pico dura cerca de 2 h, e pode chegar a 6h (Riba et al., 2003). A bebida produz moderada estimulação cardiovascular, incluindo aumentos na freqüência cardíaca e pressão arterial diastólica (Riba et al., 2003). Usuários relataram sensações de estimulação visual ou auditiva, sinastesia, introspecção psicológica e forte sentimentos emocionais que vão desde tristeza ocasional ou medo até a exaltação e conforto espiritual (Shanon, 2002). O chá tem um gosto amargo e não pode ser descrito como agradável para beber. A ocorrência da emese, ou vômito, não é incomum durante a experiência, um efeito que é geralmente considerado como uma purificação espiritual ou física.

    Estudos recentes tem revelado que a ingestão da ayahuasca diminuiu os sintomas do mal de Parkinson em pacientes com esta doença (Serrano-Duenas et al., 2001). Em outro estudo, Grob et al. (1996), entrevistou 15 praticantes da União do Vegetal, 11 deles eram usuários do álcool de moderados a severos antes de engajar na nova religião, 5 deles relataram comportamento violento associado ao uso do álcool, 4 tinham envolvimento com outras drogas que incluíam cocaína e anfetamina, 8 eram fumantes compulsivos. Todos eles largaram seus vícios após o inicio da ingestão da ayahuasca, sem danos na personalidade ou na cognição.

    Prova de dependência Ayahuasca é inexistente, na verdade, alguns têm sugerido a utilização em aplicações terapêuticas como um complemento ao tratamento para vícios (McKenna, 2004). Mabit (1996) propôs o uso medicinal da ayahuasca no tratamento do vicio da cocaína. Labigalini (1998) descreveu o uso da bebida por ex alcoólicos em um contexto religioso.

    Referências

    CALLAWAY, J.C. 2005. Various alkaloid profiles in decoctions of Banisteriopsis caapi. J. Psychoactive Drugs 37: 151–155.
    GOULART, S. L. 2005. Contrastes e continuidades em uma tradição religiosa amazônica: os casos do Santo Daime, da Barquinha e UDV. In: Labate, B.C., Goulart, S.L. (Orgs.), O uso ritual das plantas de poder. Mercado de Letras, Campinas, pp. 355–396.
    GROB, C. S.; MCKENNA, D. J.; CALLAWAY, J. C.; BRITO, G. S.; NEVES, E. S.; OBERLAENDER, G. 1996. Human psychopharmacology of hoasca, a plant hallucinogen used in ritual context in Brazil. J Nerv Ment Dis, 184: 86–94.
    HAROZ, R.; GREENBERG, M. I. 2006. New Drugs of Abuse in North America. Clin Lab Med 26: 147–164.
    JACOB, M. S.; PRESTI, D. E. 2005. Endogenous psychoactive tryptamines reconsidered: an anxiolytic role for dimethyltryptamine. Med. Hypoth. 64: 930–937.
    JULIEN, R. M. 1998. A primer of drug action: A concise, non-technical guide to the actions, uses, and side effects of psychoactive drugs (8th ed.). Portland, OR: W.H. Freeman & Company.
    LABIGALINI, E. J. O uso de ayhuasca em um contexto religioso por ex-dependentes de álcool - um estudo qualitativo. Tese de Mestrado, Universidade Federal de São Paulo; 1998. p. 1 – 67.
    MABIT, M. 1996. Takiwasi: ayahuasca and shamanism in addiction therapy. MAPS Newslett. 6, 24–27.
    MCKENNA, D. J. 2004. Clinical investigations of the therapeutic potential of ayahuasca: Rationale and regulatory challenges. Pharmacology & Therapeutics, 102: 111–129.
    OTT, J. 1999. Pharmahuasca: Human pharmacology of oral DMT plus harmine. Journal of Psychoactive Drugs, 31 : 171–177.
    RIBA, M. J.; VALLE, G.; URBANO, M.; YRITIA, A.; MORTE, M. J. 2003. Human pharmacology of ayahuasca: subjective and cardiovascular effects, monoamine metaboliteexcretion, and pharmacokinetics, J. Pharmacol. Exp. Ther. 306: 73–83.
    SANTOS, R. G.; LANDEIRA-FERNANDEZ, J.; STRASSMAN, R. J.; MOTTA, V.; CRUZ, A. P. M. 2007. Effects of ayahuasca on psychometric measures of anxiety, panic-like and hopelessness in Santo Daime members. Journal of Ethnopharmacology, 112: 507–513
    SCHWARZ, M. J.; HOUGHTON, P. J.; ROSE, S.; JENNER, P.; LEES, A. D. 2003. Activities of extract and constituents of Banisteriopsis caapi relevant to Parkinsonism. Pharmacology, Biochemistry and Behavior, 75: 627– 633.
    SERRANO-DUENAS, M.; CARDOZO-PELAEZ, F.; SANCHEZ-RAMOS, J. R. 2001. Scientific Review of Alternative Medicine, 5: 127– 132.
    SHANON, B. 2002. The antipodes of the mind: Charting the phenomenology of the ayahuasca experience. Oxford: Oxford University Press.
    SHULGIN, A. 1976. Profiles of psychedelic drugs. I. DMT. Journal of Psychedelic Drugs, 8: 167–168.
    SHULGIN, T. A: The Continuation, Transform Press, 1997.

    Os vegetais contra o câncer


    O câncer é um termo utilizado para as doenças em que as células anormais se dividem sem controle e são capazes de invadir outros tecidos. As células cancerosas podem se espalhar para outras partes do corpo através do sangue e do sistema linfático.

    Podem ter origem genética, mas é causado principalmente pelo estilo de vida que a pessoa leva, entretanto, alguns hábitos como o fumo ou a ingestão de muito álcool todos os dias, pode fazer com que essa pessoa esteja muito mais susceptível de ter câncer com o passar do tempo.

    Hoje muitos pesquisadores buscam a cura para o câncer, mas essa cura já existe, através de centenas, talvez milhares, de fitoquímicos. Aqui estão alguns mais amplamente estudados.

    A maioria das evidências vem de estudos com animais e alguns são simplesmente o resultado de ensaios biológicos em laboratórios.

    Frutas cítricas

    O Limoneno é um composto capaz de produzir enzimas que podem ajudar na eliminação de potenciais substâncias cancerígenas.

    Alho e cebola

    Uma substancia chamada Alil-sulfeto presente nestes vegetais é capaz de aumentar a produção da glutationa S-transferase, que facilita a excreção de substâncias cancerígenas. Outros compostos podem diminuir a reprodução de células tumorais.

    Brocolis

    O composto Dithiolthiones desencadea a formação da glutationa S-transferase, enzimas e outros que possam bloquear o DNA de uma célula.

    Uva

    O ácido elágico ajuda a impedir a alteração do DNA de uma célula.

    Soja

    Os inibidores de protease podem suprimir a produção de enzimas nas células cancerosas, o que pode retardar o crescimento do tumor.

    Os fitoesteróis diminuem a reprodução de células no intestino grosso, que pode prevenir o câncer de cólon.

    As Isoflavonas bloqueam a entrada de estrógeno nas células, podem reduzir o risco de câncer de mama ou de ovário.

    As Saponinas interferem com o processo pelo qual o DNA se reproduz, o que pode impedir as células cancerosas de se multiplicarem.

    Frutas

    O ácido cafeico aumenta a produção de enzimas que tornam as substancias cancerígenas mais solúveis em água, que pode tornar a excreção mais fácil.

    O ácido ferúlico se liga aos nitratos no estômago, o que pode impedi-los de serem convertidos em nitrosaminas cancerígenas.

    O ácido fítico se liga ao ferro, que pode impedir o mineral de criar radicais livres cancerígenos.

    Vegetais da família da brássicas (Brassicae)

    Bok choy, brócolis, couve de bruxelas, repolho, couve-flor, couve, couve-rábano, mostarda, nabo, etc.

    Produzem substancias chamadas Indóis que estimula as enzimas que deixam o hormônio estrógeno menos eficaz, e pode reduzir o risco de câncer de mama.

    Os Isotiocianatos desencadeam a formação de glutationa S-transferase, enzimas e outros que possam bloquear os agentes cancerígenos de causar danos ao DNA de uma célula.

    Plantas medicinais não convencionais.



    Acanthospermum hispidum (DC).
    Carrapicho-de-carneiro, chifre-de-garrote, cabeça de-garotinho.

    Acanthospermum hispidum (sin. Acanthospermum humile Eggers) é uma planta anual da família Asteraceae, é nativa da América Tropical. Esta planta é citada como uma erva daninha na cultura do algodão no Brasil, e também é utilizada como uma planta medicinal.

    É uma planta adaptada a uma ampla variação de solos e condições climáticas. É adaptado à solos de textura leve, mas também cresce bem em solos pesados. É comumente encontrados em culturas cultivadas, nas estradas, em pastagens e em áreas abandonadas. Ambas as sementes e folhas contêm ácidos fenólicos que possuem efeito alelopático para outras plantas (Holm et al., 1997). Também considerada uma erva daninha de culturas e um sério empecilho aos produtores de lã (Smith, 2002).

    Esta planta se propaga quando adere ao vestuário, à pele, etc, ou como um contaminante de outras culturas. As sementes flutuam e também pode ser carregadas por enxurradas, possuem um tempo de vida relativamente curto, aproximadamente, três anos (Smith, 2002).

    - Antimalárica contra Plasmodium falciparum (Sanon et al., 2003).
    - Tratamento da diarréia (Agunu et al., 2005).
    - Doenças da pele e febre, lepra e blenorragia. Atividade antiviral, inibição da alphaherpesvirus (Summerfield et al., 1997).
    - Antimalárica (Carvalho et al., 1991).
    - Atividades antibacterianas e antifúngicas (Hoffman et al., 2004).


    Ageratum conyzoides L. 
    Erva-de-são joão, mentrasto, mentraste. 

    Pressão alta, tratamento de má digestão, tosse, analgésica, anti-inflamatória, diarréia, analgésico, tratamento de pressão alta. 

    - Antibacteriana: Staphylococcus aureus, Yersinia enterocolitica, Salmonella gallinarum e Escherichia coli (Okwori et al., 2007).
    - Proteção do sistema gástrico (Shirwaikar et al., 2003).
    - Inibe as reações inflamatórias (Magalhães et al., 1998).
    - Atividade contra Staphylococcus aureus, Aspergillus fumigatus e Candida sp.
    - Cicatrizante (Oladejo et al., 2003).
    - Antiinflamatória (Moura et al., 2005).
    - Anti espasmódica (Margort e Silva et al., 2000).


    Bidens pilosa L.
    Picão, carrapicho-agulha,picão-branco, picão-da-praia, picão-preto, picão-roxo. 

    Antibiótico, antiinflamatório, congestão, garganta, infecção de ovários, inflamação nos ovários, medicinal, hepatite, inchaço, ferida, picada de inseto, anemia, hepatite, cicatrizante de umbigo de bebê, depurativo, diabete, icterícia, hemorróida, hepatite, vulnerário, cicatrizante e em gargarejos nas anginas simples e amigdalites, glândulas ingurgitadas, icterícia, lesões de pele, inflamação, problemas de pressão e renais.

    - Anti alergênica, antihistaminica (Li et al., 2006).
    - Anti febrifuga (Sundararajan et al., 2006)
    - Anti úlcera, anti diarréia (Lans, 2007; Atta et al., 2005; Tan et al., 2000).
    - Anticancerígena (Kviecinski et al., 2008)
    - Anticancerígena e antileucêmica (Sundararajan et al., 2006; Wu et al., 2004; Chang et al., 2001; Wang et al., 1997; Alvarez et al., 1996; Wat et al., 1979).
    - Antidiabetica, hipoglicemica (Lans, 2006; Chang et al., 2007; Chiang et al., 2007; Chang et al., 2005; Chang et al., 2004; Alarcon et al., 2002; Ubillas et al., 2000).
    - Anti-inflamatoria, relaxante muscular e analgesica (Yoshida et al., 2006; Nguelefack et al., 2005; Chang et al., 2005).
    - Antimalárica (Oliveira et al., 2004; Andrade-Neto et al., 2004; Sarker et al., 2004; Brandao et al., 1997).
    - Antimicrobiana (Rojas et al., 2006; Khan et al., 2001; Chariandy et al., 1999).
    - Atividade antiviral contra a infecção do HSV-2 (Chai et al., 2003).
    - Hipotensiva (Dimo et al., 2003; Dimo et al., 2001; Dimo et al., 1999).
    - Imunoprotetora e antioxidante (Chang et al., 2005; Chiang et al., 2007; Yang et al., 2006; Abajo et al., 2004; Chang et al., 2004).


    Porophyllum ruderale
    Picão, picão-branco.

    - Anti-inflamatória (Souza et al., 2003).
    - Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Jorge et al., 1999).


    Vernonia polyanthes
    Assa-peixe.

    Febre de dentição. 

    - Antiulcerogênica (Barbastefano et al., 2007).
    - Analgésica, antimutagênica (Benfatti et al., 2002).
    - Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Braga et al., 2007).


    Wedelia paludosa (Acmella brasiliensis)
    Mal-me-quer, arnica-do-mato.

    Machucado. 

    - Antinociceptivo (Block et al., 1998a).
    - Analgésica, antimicrobiana e antidiabética, tripanosomicida, relaxante muscular (Bürger et al., 2005).
    - Hepatoprotetiva (Meotti et al., 2006).
    - Antifúngica (Sartori et al., 2003).
    - Hipoglicemiante (Novaes et al., 2001).


    Chenopodium ambrosioides L. Sin. Chenopodium L. var anthelminthicum A. Gray.
    Mastruz, erva-de-santa-maria, mastruço.

    Vermes e gripe, tosse, tratamento de dor de urina e dor de bexiga, vermes, calmante, lombriga, dor de barriga, vermífugo, antibiótico, inflamação de dente, cicatrizante, machucadura, vermífuga, antibiótico, expectorante, machucado, vermífugo, estômago, baque, tuberculose pneumonia, carminativa, diaforética, emenagoga, tônica, vermífuga, inseticida e empregada nos casos de bronquite e amenorréia, segundo Martius (citado em D'Ávila) auxilia também na expulsão do feto morto.

    - Antihelmintica (Cavalli et al., 2004).
    - Antimicótica (Trychophyton mentagrophytes e Microsporum audouinii), tripanossomicida (Kishore et al., 1996).
    - Leishmanicida (Leishmania amazonensis) (Monzote et al., 2006).
    - Pode causar dano genético, possivelmente pelo seu efeito genotóxico (Gadano et al.,2002).
    - Vermífuga (MacDonald et al., 2004).


    Plantago major L. 
    Transage, tansagem, transagem, tanchagem, tansagem-da-horta, tranchagem. 

    Antiinflamatório, azia, expectorante, garganta, gastrite, gripe, queimação no estômago, tosse, tosse seca, afta, inflamação de dente, gengiva e garganta, medicinal, tratamento de dor de urina e dor de bexiga, controlar pressão, inflamação e problemas de garganta.

    - Antinociceptivo (Atta & El-Sooud, 2004).
    - Pedras renais (Aziz et al., 2005).
    - Doenças da pele, eczema (Duckett, 1980; Aliev, 1950).
    - Bronquite crônica (Koichev, 1983; Matev et al., 1982).
    - Anti-inflamatórios (Vigo et al., 2005; Herold et al., 2004).
    - Diminui níveis de óxido nítrico (Vigo et al., 2005).
    - Anti-câncer (Galvez et al., 2003).
    - Anti-viral (Chiang et al., 2002; Gomez-Flores et al., 2001)
    - Não tem efeitos diurético (Doan et al., 1992).


    Solanum americanum
    Maria-preta, erva-moura. 

    - Protozoários, bactericida e fungicida, tripanomicida (Cáceres et al., 1998).
    - Ativa contra Epidermophyton floccosum, e Cryptococcus neoformans (Cáceres et al., 1991; Muñoz et al., 2000).


    Momordica charantia
    Melão-de-são-caetano. 

    - Tratamento de feridas, eliminação de parasitas, emenagogo, antiviral, sarampo e a hepatite. Na medicina popular turca, os frutos maduros são usados externamente para cicatrização rápida das feridas e internamente para o tratamento de ulceras pépticas (Grover, 2004). 
    - Antibiótico, antimutagênico, antioxidante, antileucêmico, antiviral, anti-diabético, antitumor, aperitivo, afrodisíaco, adstringente, carminativo, citotoxico, depurativo, hipotensivo, hipoglicêmico, imuno-modulador, inseticida, lactagogo, laxativo, purgativo, refrigerante, estomáquico, tônico, vermífugo (Assubaie, 2004).
    - Hipoglicêmica, anti-tumoral, abortifaciente (Ahmed, 1998).


    Baccharis dracunculifolia 
    Alecrim-do-campo, vassourinha.

    Problemas hepáticos, disfunções estomacais e como antiinflamatório, para feridas (Freise, 1933) citado por Fenner, et al. 2006), antifebril (Rodrigues & Carvalho, 2001). 

    - Potencial efeito anti-mutagênico (Resende, 2007).
    - Atividade antiinflamatória do (Menezes, 2005).
    - Atividade anti leucemia (Fukuda, et al., 2006).
    - Úlceras gástricas (Lemos et al. 2007).
    - Atividade anti-cáries (Leitão et al. 2004).
    - Atividade tripanomicida (Silva Filho et al., 2004).


    Amaranthus hybridus L.
    Caruru. 

    - Adstringente (Tanaka, 1976).
    - Problemas intestinais, diarréia, menstruação excessiva (Foster & Duke, 1990).


    Amaranthus spinosus
    Caruru-de-espinho. 

    - Cataplasma para ossos fraturados (Duke & Ayensu, 1985).
    - Adstringente, diaforetico, diurético, emoliente, febrífugo e galactogogo (Grieve, 1984).
    - Diarréia e menstruação excessiva (Bown, 1995).


    Sonchus oleraceus
    Serralha, serralha-verdadeira.

    - A planta é emenagoga e hepática, uma perfusão é usada para levar a uma menstruação tardia e para tratar a diarréia, o látex é usado como uma cura para o vicio do ópio (Moerman, 1998).
    - O látex na seiva é usado no tratamento de verrugas, possui atividade anticancerígenas, (Duke & Ayensu, 1985)
    - As folhas são aplicadas como um cataplasma para inchaços inflamatórios (Grieve, 1984).
    - A infusão das folhas e raízes é febrifuga e tônica (Chopra et al., 1986).


    Emilia sonchifolia
    Falsa-serralha, serralhinha, serralha-vermelha.

    - O chá feito das folhas é utilizado no tratamento da disenteria (Duke & Ayensu, 1985).
    - O sumo das folhas é utilizado no tratamento de inflamações oculares, cegueira noturna, cortes e feridas e ferida orelhas (Chopra et al., 1986).
    - A planta é adstringente, depurativa, diurética, expectorante, febrifuga e sudorifica, o sumo da raiz é utilizado no tratamento da diarréia, as flores são mastigadas e mantidas na boca por cerca de 10 minutos para proteger a decadência dos dentes (Manandhar, 2002)
    - Atividades antioxidante e anti-inflamatorias (Shylesh & Padikkala, 1999).
    - Atividade anti tumoral (Shylesh & Padikkala, 2000).
    - Propriedade anti-inflamatoria (Muko & Ohiri, 2000).


    Boerhavia diffusa
    Erva-tostão, amarra-pinto.

    - As raízes são diuréticas, emética, expectorante, laxante e estomaquica, usados no tratamento da asma, edema, anemia, icterícia, inflamações do aparelho urinario (Chopra et al., 1986).
    - Anti-diabetica (Amarnath & Pari, 2003).


    GLOSSÁRIO

    Emenagogo: aumenta a menstruação e pode causar aborto.
    Tônico: melhora a saúde em geral e é estimulante.
    Blenorragia: gonorréia.
    Adstringente: contrai, estreita, reduz, produz constrição, união, ligação; que contrai os tecidos e vasos sanguíneos, diminuindo a secreção das mucosas; contrai ou recobre os tecidos orgânicos, diminuindo as secreções ou formando camada protetora; contraem os tecidos, combatendo diversas moléstias inflamatórias da boca, garganta, intestinos, orgãos genitais; provoca contração das mucosas, dos vasos e dos tecidos.
    Emoliente: ajudar a hidratar a pele e restaurar a oleosidade perdida devido ao ressecamento, atua contra dermatite e hidratar pés ressecados, e psoriase.
    Diaforetico: aumenta a transpiração e o suor.
    Abortifaciente: causa aborto.
    Antinociceptivo: combate a dor.
    Hipotensiva: abaixa a pressão.
    Espasmódica: relaxa espasmos musculares e acalma irritação nervosa.
    Emética: induz o vomito.