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Floricultura

 
Propagação da rosa por estaquia.


O enraizamento por estacas é a forma mais antiga para a propagação das rosas. Pode ser feita em qualquer época do ano, mas após a queda das flores ainda é a melhor fase para retirar as estacas.

A parte mais fácil de enraizar da rosa é a ponta de hastes que terminaram de florescer. As estacas deverão ter de 6 a 8 cm e cortadas da planta mãe com uma faca afiada ou tesouras poda em ângulo de 45 graus, com pelo menos duas a três gemas (bud). É importante que as estacas não fiquem secas ou expostas a extremos de calor ou frio, pelo menos até que sejam colocadas no meio de enraizamento.

O uso de hormônios para enraizamento aumenta a percentagem de raízes, mas não é necessária para o sucesso para o pegamento das estacas.

As estacas devem ser desinfectadas a fim de se evitar o aparecimento de doenças, para isso pode ser usado o hipoclorito de sódio ( 30ml para 1 litro de água), as estacas devem ficar imersas nesta solução por pelo menos 5 minutos, em seguida lavadas em água corrente para a retirada do excesso de hipoclorito.

De acordo com pesquisas na Ohio State University, quaisquer espécies de Salix, contêm substâncias que podem induzir o enraizamento e evitar "damping off" ou cancro em outras plantas. Esta substância pode ser removida a partir da madeira e usado para melhorar a porcentagem de enraizamento de estacas.

As estacas devem ser protegidas das altas temperaturas e da luz solar direta. Também deve-se ter o cuidado de manter a umidade das estacas elevada. O substrato deve ser uma mistura de areia ou solo arenoso, deve ter 1/3 de composto ou matéria orgânica.

As folhas na metade inferior da estaca devem ser removidas, mas as da parte superior devem ser deixadas. As estacas devem ser colocadas em recipiente adequado para evitar o ressecamento do substrato.

Outros métodos incluem colocar as estacas em um vaso de plástico de tamanho médio e coberto por um plastico transparentes, isso irá manter a umidade constante no interior do saco, enquanto as raízes estão crescendo. Também pode ser utilizado, um frasco de vidro que é colocado sobre as estacas plantadas para manter as plantas úmidas enquanto se desenvolvem. Deve-se ter o cuidado para não deixar que o sol direto não superaqueça o conteúdo do frasco.

É importante no início do período de enraizamento que as estacas não ressequem, pode ser necessário manter regas constantes em épocas secas. Em épocas de muito frio é necessário proteger as estacas, principalmente do risco de geadas.

Após um ou dois meses depois de colocado no substrato, as estacas começarão a desenvolver os calos. É um inchaço na ponta do corte e de outras áreas onde vão se desenvolver as raízes. As plantas jovens são extremamente vulneráveis ao estresse hídrico ou de altas temperaturas, o controle desses fatores são necessários para o desenvolvimento de um bom sistema radicular.

Após o bom enraizamento das plantas jovens, devem estar prontas para irem para um lugar definitivo. Elas são pequenas, mas a maioria das variedades crescem rapidamente e irão produzir uma grande quantidade de flores na próxima Primavera.



 

Compostagem


A compostagem é um processo bio oxidativo controlado, que em condições adequadas de umidade, produz a degradação de resíduos heterogêneos por ação de uma flora microbiana variada. Durante a compostagem, os microrganismos degradam aerobicamente parte da fração orgânica a dióxido de carbono, água e sais minerais e outra parte sofre um processo de humificação resultando num composto estável que possui características apropriadas para a utilização como biofertilizante. As propriedades do composto final dependem do grau de humificação alcançado durante o processo que, em regra não termina completamente na unidade de compostagem. Segue uma fase de maturação à temperatura ambiente, por vezes no próprio solo, após a aplicação do fertilizante (Vlyssides et al., 1996).



É um adubo obtido através da fermentação de restos vegetais e esterco animal. Para a sua confecção são usados restos vegetais de diferentes espécies, como: bagaço de cana; capim; mato roçado; folhas secas; sabugos de milho; restos de culturas; lixo de cozinha sem plásticos, latas e vidros; resíduos da fabricação de farinha; misturados com estercos animais.



Os montes de resíduos devem ficar fofos e arejados para facilitar a decomposição resultante da ação conjunta de microrganismos, material orgânico, umidade e oxigênio. Compostagem é um processo natural pelo quais os microrganismos metabolizam materiais orgânicos. Durante esse processo, há uma intensa geração de calor, com temperaturas atingindo até 70ºC no interior da pilha do composto.



Como é feito o composto?



O composto é feito sobrepondo os resíduos orgânicos, formando-se pilhas ou leiras. A montagem da leira é realizada alternando-se os diferentes tipos de resíduos em camadas com espessura em torno de 20 cm. Por exemplo, forma-se uma camada com restos de capina, acompanhada por outra com restos de cozinha. A seguir adiciona-se uma camada de serragem e depois outra com restos de comida novamente, assim sucessivamente até esgotarem os resíduos. Ou seja, devem-se intercalar as camadas de restos de cozinha e de plantas secas. O tempo que o processo pode levar depende do tipo de resíduos orgânicos utilizados. Intercalar camadas com esterco de qualquer animal é muito interessante, pois o mesmo funciona como inoculo de microrganismos e o processo tende a ser muito mais rápido. A cada camada montada deve-se irrigar sempre. Isso é fundamental para dar condições ideais para os microrganismos transformarem e decomporem os resíduos orgânicos. Com a leira pronta não é necessário molhar até o primeiro reviramento. Caso tenha cinzas disponíveis, essas podem ser colocadas na formação da pilha. A primeira e última camada deve ser de restos de capinas ou outro tipo de palhada.



Fig. 1. Compostagem cercada por tela de arame galvanizado.



Outra forma de compostagem consiste em se misturar uniformemente todos os resíduos orgânicos, formando uma pilha e cobrindo com palha. A leira deve ter de 1,2 a 1,5 m de altura, 1,5 a 2 m de largura e comprimento de 2 a 4 m. Mas essas dimensões podem ser alteradas em função da quantidade disponível de resíduos domésticos e do espaço disponível, não se devendo no entanto ter leiras menores que 1,0 m3 (1,0 m de altura x 1,0 m de largura x 1,0 m de comprimento), que dificultam a manutenção da temperatura ideal.



Fig. 2. Montagem da pilha de uma compostagem.